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Obama reconhece crise na relação da polícia com negros nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou hoje (28) os atos de violência em Baltimore, mas reconheceu que o país enfrenta uma crise no que diz respeito à relação da polícia com a comunidade negra. Baltimore nesta noite o toque de recolher por causa dos atos de vandalismo. As manifestações na cidade começaram há uma semana, depois da morte do jovem negro Freddie Gray, de 25 anos. Ele morreu após ter sido ferido na coluna por um policial da cidade.

“O que aconteceu é inadmissível, não há desculpas”, disse Obama. Segundo o presidente, recentes acontecimentos levantam sérias questões sobre o policiamento nas comunidades negras e exigem um exame de consciência da nação”.

Durante a noite, lojas foram saqueadas, prédios incendiados. O número de policiais feridos chegou a 15 e o de pessoas detidas, a 200. A Guarda Nacional está em Baltimore para evitar novos tumultos.

Obama condenou a reação violenta da população, mas procurou avaliar a crise na relação entre policiais e comunidades negras. Ele lembrou o caso de Michael Brown, um adolescente negro morto ao ser sido atingido por disparo de um policial, em Ferguson.

Sobre os protestos, Barack Obama afirmou que os ativistas dos direitos civis e os manifestantes têm aspirações legítimas, mas ressaltou que cabe à polícia coibir atos de vandalismo e de violência.

Ele convocou a polícia a fazer um exame de consciência, assim como as comunidades negras. “Nós, como país, temos de fazer um exame de consciência. Isto não é novo. Isto vem acontecendo há décadas."

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