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Petrobras ganha principal prêmio internacional do setor de petróleo

A mais importante premiação internacional destinada ao setor petroleiro foi concedida à Petrobras. O prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions foi  entregue à diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, ontem (3), no Texas (Estados Unidos), durante a Offshore Technology Conference (OTC), maior evento do mundo dedicado à área de exploração e produção de petróleo no mar.

“A exploração e produção do pré-sal têm sido uma missão desafiadora, que estamos desempenhando em estreita colaboração com nossos parceiros, com os fornecedores e com a comunidade técnica e científica”, disse Solange Guedes, em seu discurso de agradecimento.

Ela destacou que, oito anos depois do anúncio de sua descoberta, o pré-sal já responde por mais de 20% da produção de petróleo da Petrobras no Brasil, registrando produção média de 672 mil barris de petróleo por dia em março. O recorde de produção diária (737 mil barris) foi obtido em 26 de fevereiro deste ano.

As tecnologias que permitiram à estatal ganhar o prêmio tiveram início há algum tempo, com a tecnologia de sísmica 3D de alta densidade, que permitiu criar um mapa de geologia dos reservatórios do pré-sal, que cobre uma área de 21,7 mil quilômetros quadrados. A empresa fez a maior campanha de perfuração e completação de poços em águas ultraprofundas, conseguindo reduzir em 50% o tempo de perfuração, em seis anos.

A diretora destacou que, para enfrentar os desafios representados pelo pré-sal, localizado a 300 quilômetros da costa, com profundidade total de até 7 mil metros e espessa camada de sal, foram desenvolvidas novas tecnologias que serão usadas por toda a indústria petrolífera global. “Percebemos que seriam necessárias soluções inovadoras para extrair petróleo desses campos de maneira segura, rentável e ambientalmente sustentável”, disse.

Entre as contribuições tecnológicas pioneiras estão, por exemplo, o primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás em águas ultraprofundas, a 2,2 mil metros, e a primeira separação de gás carbônico associado ao gás natural em águas ultraprofundas, a 2,140 mil metros, com injeção de gás carbônico em reservatórios de produção.

Solange Guedes informou que todo o dióxido de carbono produzido no pré-sal está sendo reinjetado, o que permite à Petrobras evitar a emissão de 1 milhão de toneladas de gás garbônico. Ela acrescentou que a iniciativa aumenta o volume de petróleo extraído dos campos.

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